Daniel 1
HISTÓRIA:
Daniel nasceu na Judéia em torno do ano 622 a.C.
e era um jovem, quando se tornou prisioneiro de
Babilônia no ano 605/6 a.C. Babilônia estava
localizada no Rio Eufrates, próxima à cidade
atual de Bagdá no Iraque. Ela foi construída num
vale plano, entre os rios Tigre e Eufrates,
conhecida como a “terra entre os rios”.
O rei de Babilônia, Nabucodonosor, atacou
Jerusalém três vezes. A primeira vez foi em 605,
quando ele aprisionou um seleto grupo de cativos,
que incluía Daniel e seus três amigos. Ele
também confiscou alguns dos vasos sagrados do
Templo de Deus. O Segundo ataque foi em 597 a.C.
Nessa invasão, Nabucodonosor levou mais cativos
do que em seu primeiro ataque. O profeta
Ezequiel foi um dos cativos nessa invasão. Ele
também confiscou uma porção muito maior dos
tesouros do Templo. Em 586 a.C. Nabucodonosor
voltou a atacar pela última vez. Ao final do
terceiro e longo cerca que resultou na invasão
de Jerusalém, ele derrubou a cidade e destruiu
seu templo. Determinado a fazer com que nunca
mais houvesse outra rebelião, ele destruiu
Jerusalém completamente. Ele tornou quase todos
os seus habitantes como escravos.
INTRODUÇÃO:
O livro de Daniel é dividido em duas seções:
A. Capítulos 1 - 6:
Esta seção é composta por histórias reais de
perseverasse e fé que Daniel e seus amigos
enfrentaram em seu cativeiro. Eles são
proféticos no sentido de proverem lições vitais
para o povo de Deus no fim dos tempos. Nesses
capítulos temos um vislumbre dos tipos de testes
que o povo de Deus deverá enfrentar no final dos
tempos.
B. Capítulos 7 - 12
Estes capítulos são essencialmente proféticos.
Eles traçam um esboço do surgimento e queda dos
grandes impérios mundiais, desde os dias de
Daniel até o final da história humana. E, é
claro, a ênfase principal é sobre o tempo do fim.
Cada grupo dessas profecias serve como uma
repetição e expansão dos temas e história da
seção anterior.
ESTUDO:
Dan. 1:1-2
O nome Daniel significa “Deus é meu
juiz” ou “Deus me justifica”. Julgamento é uma
palavra positive, porque significa que algum dia
Deus vai resgatar Seu povo do cativeiro.
O tema geral do livro de Daniel é introduzido em
seus versos iniciais – e tem três partes vitais:
1) Nabucodonosor ataca a cidade e seu Santuário;
2) Nabucodonosor aprisiona e leva cativo o povo
de Deus;
3) Nabucodonosor retira do templo de Jerusalém
os vasos que haviam sido dedicados ao culto de
Deus e coloca-os em um templo pagão.
O ataque de Nabucodonosor ao antigo povo de Deus
é modelo de ataques satânicos do anti-Cristo na
história da humanidade em seu desfeche final.
Dois Exemplos:
1. Dan. 8:9-12: O Poder do Chifre
Pequeno (o anti-Cristo) faz as mesmas coisas que
fez Nabucodonosor.
1) Ele atacou o santuário de Deus (verso 11);
2) No cativeiro ele atacou o povo de Deus e os
removeu do santuário (versos 10-12);
a) Em Daniel 12:3 o Host of Stars são
identificados como o povo de Deus;
3) A verdade do santuário é jogada por terra
(verse 12).
IMPORTANTE: Deus nos apresenta
um quadro do que farão as forças do anti-Cristo
contra o povo de Deus. Aqui aprendemos que o “chifre
pequeno” é um “poder” que Satanás usará para
corromper o mundo de forma muito semelhante à
maneira que Nabucodonosor tentou fazer em seus
dias.
2. Dan. 11:31-33: O “rei no norte” (o
anti-Cristo) faz a mesma coisa como o chifre
pequeno.
1) Ele ataca o santuário (verso 31);
2) Ele leva cativo o povo de Deus (verso 33);
3) Ele interrompe o serviço do santuário e
estabelece um culto enganoso em seu lugar (verso
31).
Dan. 1:3-7
Nabucodonosor ataca o povo de Deus e
leva cativo a “nata” de sua juventude para
reeducá-los na Babilônia. Pelo engano ele tenta
roubar sua lealdade, retirando de Deus e
depositando-a em seus deuses. Seu esforço é
torná-los babilônios em corpo e mente.
Seu engano tem três partes:
1. Ele deu-lhes novos nomes pagãos,
sugerindo-lhes que eles passariam a ter uma nova
identidade e lealdade.
NOTA: A palavra “nome” no
hebraico é um sinônimo da palavra “sinal”. O
nome de alguém atestava a quem a pessoa
pertencia. Nos dias de Daniel, o nome das
significava que o povo pertencia a Deus.
Por exemplo:
Daniel – Deus é o meu Juiz (meu
Redentor) Beltesazar – “Bel, proteja sua vida”
ou “Príncipe de Bel” (Bel era o principal Deus
de Babilônia)
Ananias – Deus me favoreceu
Sadrac – Sob o comando de AKU (uma deusa-lua
Samaritana)
Misael – Quem é como Deus Mesac
– Quem é como AKU
Azarias – Aquele a quem Deus
ajuda Abednego - Servo de Nego - Nebo (Deus
babilônico da ciência e literatura; era o Deus
patrono de patrono de Nabucodonosor)
2. Eles teriam de freqüentar as escolas
babilônicas para aprender toda a “sabedoria” e “ciência”
dos cultos pagãos babilônicos;
3. Eles eram subornados com o “melhor” alimento
e bebida babilônica.
Dan. 1:8 - Ponto Central:
Daniel decidiu permanecer fiel à Lei de Deus ao
não permitir que Nabucodonosor ganhasse controle
sobre a única coisa sobre a qual Daniel ainda
podia controlar – seu santuário físico, seu
corpo, seu coração, sua mente.
É verdade que Nabucodonosor havia corrompido o
santuário de Jerusalém, mas Daniel jamais
permitiria que Nabucodonosor corrompesse o
santuário de sua própria alma. Assim ele decidiu
que permaneceria fiel a Deus e à sua Lei a todo
custo e toda prova.
I Corintios 6:19-20 – Nosso corpo é o TEMPLO do
Espírito Santo.
Provavelmente o alimento babilônico:
1. Era estrangulado: Ainda
havia sangue na carne. Esta era uma das
proibições alimentares dadas por Deus em Gên.
9:4;
2. Era oferecido em sacrifício aos
deuses babilônicos: Assim, ao comer de
tal alimento pareceria que eles estariam
cultuando do culto idolátrico a tais deuses.
Dan. 1:9-17
Esses versos introduzem um teste de dez dias.
Nesse teste são vistas duas coisas importantes
no verso 17.
1. Um aumento da inteligência e capacidade geral
de aprendizado. Verso 17 p.p.: “Ora, quanto a
estes quatro jovens, Deus lhes deu o
conhecimento e a inteligência em todas as letras
e em toda a sabedoria; …”.
2. Sabedoria sobrenatural para entender as
profecias. Verso 17 u.p.: “e Daniel era
entendido em todas as visões e todos os sonhos”
Ponto Central: Daniel é um
protótipo (um modelo) de como deve ser o povo de
Deus no fim dos tempos, para que entendam as
profecias.
Se desejarmos entender as profecias, assim como
Daniel, devemos colocar em prática as verdades
que Deus nos concedeu. O agir pela fé e pelo
poder de Deus, colocando em prática Seu querer
em humilde submissão, determinará se iremos “passar
no teste” para recebermos ajuda divina para
entendermos as profecias mais completamente.
João 7:17: Se fizermos a vontade de Deus,
colocando-a em prática, Ele nos revelará Suas
verdades;
João 17:17: A verdade de Deus é encontrada em
Sua Palavra.
Salmos 119: 9-11: A Palavra de Deus nos dá força
para nos mantermos fiéis a Deus, até mesmo
diante das maiores e mais perigosas adversidades.
Comparação Vital: Dan. 12:4, 7-10
Daniel foi orientado a selar a profecia no
verso. Ele também disse que essa profecia
permaneceria selada até o “tempo do fim” e é-lhe
dito que, após um período de teste (“um tempo,
tempos e metade de um tempo” – verso 7) o povo
escolhido de Deus, em estudo de purificação e
refinamento (verso 10) seria habilitado a
entender as profecias de final de tempo do seu
livro, naqueles dias.
Mat. 24:14-15: O livro de Daniel foi o único
livro do Antigo Testamento que Jesus mencionou
por nome, nos dizendo ao mesmo tempo em que
deveríamos estudá-lo, pois ele nos apresenta,
com certeza, o tempo do fim. E a única forma de
entendê-lo é mediante o experimentar o mesmo que
Daniel experimentou.
Dan. 1:18-20
Os quatro garotos hebreus permaneceram fiéis a
Deus ao longo dos dez dias de teste e dali em
diante, por três anos. Foram encontradas dez
vezes melhores que todos os outros (que eram os
mais inteligentes e educados de todo aquele país,
eram os matemáticos e os cientistas daqueles
dias).
Tiago 1:5-7: Sabedoria é o produto automático da
fé colocada em prática.
Dan 1:21
Esdras 1:1-4
Daniel continua em sua posição até o primeiro
ano do Rei Dario. Lá pelo fim dos 70 anos,
profetizados por Jeremias (Jer. 25:12), o
cativeiro chega ao fim e parte do povo retorna
para reconstruir o santuário e restaurar o
verdadeiro culto. Os vários reis que haviam
atacado o santuário e escravizado o povo de
Daniel estão mortos e se foram. Ao contrário,
Daniel vive o suficiente para ver seu povo
redimido e libertado para reassumir e
reconstruir seu lar.
Dan. 12:1-3, e 13 - Paralelo com o final
dos tempos:
O povo de Deus sai do seu cativeiro e é
finalmente vindicado na ressurreição.
Sumário:
Quando Nabucodonosor atacou a cidade santa de
Deus e o Santuário, ele tentou subverter o povo
de Deus e a verdade. Daniel e seus amigos
permaneceram fiéis e verdadeiros a Deus e, por
isso, Deus os abençoou, com sabedoria e com a
capacidade de interpretar sonhos e visões. Por
meio da experiência de Daniel, Deus deixou um
exemplo para Seu povo nesses últimos dias do
“tempo do fim”. Apenas quando entregamos nossa
vontade a Deus é que Ele nos capacita a entender
Suas profecias.
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