Daniel 3
REVISÃO:
Durante nossos estudos anteriores de Daniel 1 e
2, aprendemos que o livro de Daniel está
dividido em duas metades:
Capítulos 1 - 6:
É composto principalmente por histórias de
pessoas que se depararam com escolhas de vida e
morte. Essas histórias nos dão modelos pelos
quais devemos viver nos dias finais da história
humana.
Capítulos 7 - 12:
Esses capítulos são principalmente proféticos.
Eles prevêem acertadamente o surgimento e a
queda de impérios mundiais, desde os dias Daniel
até o final dos tempos.
Daniel 1:
Em Daniel 1, vimos como Nabucodonosor atacou a
Cidade Santa de Jerusalém e o Templo de Deus.
Ele também levou o povo de Deus cativo. Ele
também saqueou o templo de Deus, levando seus
vasos sagrados para dedicá-los ao culto dos
deuses de Babilônia. Nesse contexto,
Nabucodonosor é um tipo de anti-Cristo. Ele
tentou mudar e corromper Daniel, Hananias,
Misael e Azarias, forçando-os a desprezar suas
crenças em Deus. Como parte de sua estratégia, o
rei deu-lhes novos nomes consagrados aos deuses
Babilônicos.
Começamos a ver alguns paralelos entre o que
Nabucodonosor fez e o que o poder do anti-Cristo
fará contra o povo de Deus no final dos tempos.
Também vimos que Daniel e seus amigos
permaneceram firmes pela verdade até o fim,
custasse o que custasse. Eles decidiram que não
se submeteriam às diversas pressões e ameaças de
Babilônia. Eles permaneceram firmes durante todo
o período de testes. No final daquele período,
Deus os abençoou com sabedoria e entendimento
das profecias. Daniel e seus amigos provêem um “tipo”
ou “modelo” de como precisamos agir se quisermos
ser abençoados por Deus com um conhecimento das
profecias.
Daniel 2:
Em Daniel 2, descobrimos que Nabucodonosor teve
um sonho de uma estátua metálica gigantesca de
um homem. Ele não conseguia lembrar-se do sonho.
Ele conclamou seus homens “sábios” para que lhe
dessem a interpretação do sonho, mas eles não
conseguiram. Eles disseram "apenas os deuses,
que não habitam com os homens” podem interpretar
tal mistério. Eles representaram seus deuses
como distantes e indiferentes. Diante de tal
recusa, Nabucodonosor decidiu matar todos esses
falsos “homens sábios”. Daniel intercedeu por
suas vidas e pediu tempo para orar a respeito.
Ao final desse tempo, Deus revelou o sonho e sua
interpretação a Daniel.
Daniel apresentou a visão do rei ao rei. Ele viu
uma grande estátua metálica de homem e uma rocha
que foi cortada do céu “sem mãos” e que atingiu
a estátua em seus pés, destruindo-a
completamente. Então a rocha cresceu e preencheu
toda a terra. Os pontos chave do sonho e sua
interpretação eram:
| MATERIAL e
CARACTERÍSTICAS |
REINO
|
PERÍODO |
| Cabeça de ouro |
Babilônia |
606 – 539 a.C. |
| Peito e braços de
prata |
Medo-Pérsia |
539 – 331 a.C. |
| Quadris de bronze |
Grécia |
331 – 168 a.C. |
| Pernas de ferro |
Roma |
168 a.C. – 476 d.C. |
| Pés com mistura de
ferro e barro |
Reino romano
dividido |
476 d.C. – voltam de
Jesus |
| Rocha cortada do céu
sem mãos |
Reino de Cristo |
|
Finalmente, ao término do capítulo 2, Daniel e
seus amigos são recompensados por interpretarem
o sonho de Nabucodonosor. O rei tornou Daniel
seu conselheiro pessoal e colocou Sadraque,
Mesaque e Abdnego a cargo dos negócios de
Babilônia.
ESTUDO:
Dan. 3:1
Ponto Central:
No capítulo 2 vimos como Nabucodonosor
descobriu que seu reino era a cabeça de ouro.
Seu império seria derrotado pelo reino de prata
da Medo-Pérsia que, a seu tempo, seria derrotado
por outro reino. Nesta história vamos ver como
Nabucodonosor desdenhou descaradamente da
interpretação de Daniel. E, ao fazê-lo, ele
estava rejeitando a visão historicista da
profecia. Muitos cristãos dos nossos tempos
fizeram a mesma coisa.
Três Visões da Profecia Aceitas Pelos
Cristãos de Hoje:
1. Pretorismo – A profecia é
para o passado. Essa visão é errada, pois nega a
natureza sobrenatural da profecia em predizer o
futuro. Esse conceito é principalmente defendido
por agnósticos e ateus.
2. Futurismo – A profecia é
aplicável apenas ao futuro longínquo. Essa visão
também é errada. Ela apresenta a idéia sutil de
que Deus é indiferente aos problemas e
necessidade dos Seus filhos hoje.
3. Historicismo – A profecia
descreve a história humana da forma como ela se
relaciona ao povo de Deus, até o fim da história
humana. Essa visão é tanto moral como verdadeira.
Deus é apresentado confortando e cuidando dos
Seus filhos a todo tempo.
O Duplo Perigo do Preterismo e do
Futurismo:
1. O Preterismo mascara o
anti-Cristo, escondendo-o dos olhos do mundo,
tornando-a trivial e associando-a a figures
humanas de pouca importância, como Antíoco
Epifânio;
2. O Futurismo mascara o
anti-Cristo, ao colocá-lo tão longe no futuro,
que sua vinda não é reconhecida na história como
um fato real e visível.
A Segurança do HISTORICISMO:
O Historicismo foi dado à Igreja pelo próprio
Jesus. Ela ensina que as profecias bíblicas são
construídas sobre a plataforma do passado para
confortar o povo de Deus no presente e adverti-los
de perigos futuros.
Excursão ao Apocalipse:
1. A natureza de Jesus como
Deus torna clara a essência e a verdade do
historicismo.
Em Apocalipse 1:4 a profecia vem:
“... parte daquele que é, e que era,
e que há de vir...”
Em Apocalipse 1:8 Ele declara:
“‘Eu sou o Alfa e o Ômega’, diz o Senhor Deus, ‘aquele
que é, e que era, e que há de vir, o
Todo-Poderoso.”
Assim como a Palavra Viva – Jesus Cristo – a
Palavra Viva do Apocalipse contém as mesmas
qualidades divinas do historicismo.
“Escreve, pois, as coisas que tens visto, e as
que são, e as que depois destas hão de suceder.”
(Apocalipse 1:19)
Observação:
O livro do Apocalipse identifica Jesus como o
Deus todo poderoso do Antigo Testamento que é
capaz de predizer o futuro e nos guiar ao longo
dela.
Isaías 44:6-8 - “Assim diz o Senhor, Rei de
Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: ‘Eu
sou o primeiro, e Eu sou o último, e fora de mim
não há Deus. Quem há como Eu? Que o proclame e o
exponha perante mim! Quem tem anunciado desde os
tempos antigos as coisas vindouras? Que nos
anuncie as que ainda hão de vir. Não vos
assombreis, nem temais; porventura não vo-lo
declarei há muito tempo, e não vo-lo anunciei?
Vós sois as minhas testemunhas! Acaso há outro
Deus além de mim? Não, não há Rocha; não conheço
nenhuma”.
Ponto Central:
À luz de Apocalipse 1:19, o livro do
Apocalipse foi escrito para instruir João a
respeito do que haveria de acontecer. Assim, as
profecias do Apocalipse começam já nos dias de
João e seguem ao longo de toda história até a
completa destruição de cada pecador e o
estabelecimento dos novos céus e da nova terra.
As Dimensões da Estátua:
A estátua de ouro media 60 Cúbitos X 6 Cúbitos
que equivalem a 66.
Ponto 1: 6 é o número do homem.
O homem foi criado no sexto dia. (Gên. 1: 26-31)
Ponto 2: 6 é a base numérica do
sistema numérico babilônico.
Ponto Central:
Daniel 3 é um preâmbulo da marca da
besta.
Leia Apoc. 13:11-18:
Pontos de similaridade com Daniel 3
- Assim como Nabucodonosor, no final dos
tempos, haverá um tipo de imagem criada pela
BESTA;
- Nas duas histórias pessoas são forçadas a
cultuar uma imagem ou ser mortas;
- Assim como Nabucodonosor, um poderoso líder
mundial tentará obrigar pessoas a adotarem
sistema religioso falso, no episódio da imagem
da Besta;
- Em Daniel 3 existe uma caldeira com fogo
furioso. Em Apocalipse 13, o fogo desce do céu;
- O número da imagem de Daniel 3 é 66. O número
da Besta em Apocalipse 13 é 666.
Ponto Central:
Existe um paralelo entre Daniel 3 e a marca da
Besta. A história de Daniel 3 provê um modelo
para o viver cristão, quando se virem ameaçados
pela morte, pela Besta de Apocalipse 13. O que
acontece no final dos tempos reúne as duas
coisas terríveis do culto forçado e o culto
falso.
Dan. 3:2-7
Nabucodonosor impõe “CULTO FORÇADO”. A morte
violenta é prometida aos que se recusarem.
NOTA: O papel CENTRAL realizado pela música
neste ponto. Precisamos nos dar conta do poder
que a música tem sobre as pessoas. Em 1704, o
grande patriota escocês, Andrew Fletcher
declarou (esta é uma paráfrase). “Você escreve
as leis e eu as músicas e eu controlarei o seu
país!”. A música é uma poderosa ferramenta, não
importando se for usada “PARA DEUS” ou “CONTRA
DEUS”.
Dan. 3: 8-12
1. Os homens “sábios” imaginaram que seria sua
chance de se livrarem daqueles forasteiros que
Nabucodonosor havia colocado acima deles;
2. Daniel 3 mostra o quadro da mistura da
religião com o Estado. Nabucodonosor “fez o
decreto”. Ele usou seu poder de Estado para
obrigar seus cidadãos a aceitarem um culto falso.
NOTE ESTAS CARACTERÍSTICAS:
a. Líderes mundiais poderosos impõem falso culto
às pessoas;
b. O teste é global.
Nabucodonosor, em Daniel 3:2 reúne
representantes de todo seu império mundial para
prestar culto à imagem.
Em Apocalipse 13:12, o poder da Besta exige
culto mundial em torno da imagem de caráter
global.
c. O culto obrigatório envolve a quebra dos Dez
Mandamentos. (Êx. 20: 1-17)
Quais são os mandamentos que estão sendo
quebrados aqui? Leia os versos 2 a 5.
Resposta: O primeiro e o segundo mandamento é os
que estão sendo quebrados.
d. O teste envolve liderança econômica.
Em Daniel 3:3, a palavra “tesouros” é mencionada.
Em Apocalipse, 13:17, ninguém poderá comprar sem
a marca.
e. O teste envolve um decreto de morte.
Em Daniel 3:11, aqueles que não cultuarem
Nabucodonosor serão mortos.
Em Apocalipse 13:15, aqueles que não cultuarem
esse falso sistema religioso serão mortos.
f. O teste envolve a destruição pelo fogo.
Em Daniel 3:11, existe uma fornalha
explosivamente quente.
Em Apocalipse 13:13, fogo desce do céu ao
comando o poder da Besta.
Ponto Central:
Nós descobriremos em nosso estudo do Apocalipse,
que o poder da Besta tem as mesmas três
características. Ele envolve um mandamento
diferente, mas a obrigatoriedade de culto sob
ameaças terríveis será a mesma. O livro de
Daniel nos ajudará a chave para entendermos o
livro do Apocalipse antes de chegarmos a ele.
Dan. 3:13-15
Ponto Central do verso 15:
Nabucodonosor desafiou Deus, ao dizer: “quem é
esse deus que vos poderá livrar das minhas mãos?"
Porque ele rejeitou o Apocalipse histórico da
profecia, seu orgulho força-o a desafiar a
autoridade de Deus. Ao atacar o povo de Deus,
Nabucodonosor estava verdadeiramente atacando a
Deus.
Dan. 3:16-18
Os três hebreus eram decididamente consagrados.
(Repare no teste paralelo do capítulo 1.)
Eles não precisaram de outras oportunidades –
nem uma – eles já haviam se decidido, não tinham
medo de dizer isso imediatamente, pois seriam
fiéis a Deus até as últimas conseqüências.
Dan. 3:19-23
“Sete” vezes mais quente, neste ponto, poderia
significar “Sete Pragas Finais” que o povo de
Deus enfrentará no final dos tempos (cf. Apoc.
15 e Apoc. 21:9). Note que Deus não evita que
Seus filhos fiéis entrem na fornalha. Ele não
promete proteger Seus filhos longe de
tribulações e problemas. No entanto, Ele promete
mantê-los a seguro no meio dos problemas. E,
assim como os três hebreus, Ele preservará Seus
filhos fiéis para si mesmo.
Promessas da Presença de Deus no Período de
Tribulações:
Jeremias 42:11
“Não temais o rei de Babilônia, a quem vós
temeis; não o temais, diz o SENHOR; pois Eu sou
convosco, para vos salvar e para vos livrar da
sua mão”.
Hebreus 13:5-8
“Seja a vossa vida isenta de ganância,
contentando-vos com o que tendes; porque ele
mesmo disse: ‘Não te deixarei, nem te
desampararei’. De modo que com plena confiança
digamos: ‘O Senhor é quem me ajuda, não temerei;
que me fará o homem? Lembrai-vos dos vossos
guias, os quais vos falaram a palavra de Deus,
e, atentando para o êxito da sua carreira,
imitai-lhes a fé. Jesus Cristo é o mesmo, ontem,
e hoje, e eternamente’”.
Mateus 28:18-20
“E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: ‘Foi-me
dada toda a autoridade no céu e na terra.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as
nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho,
e do Espírito Santo; ensinando-os a observar
todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis
que eu estou convosco todos os dias, até a
consumação dos séculos’”.
2 Pontos Centrais:
1. Eles são aprisionados;
2. Os soldados que atacaram o povo de Deus são
destruídos pelo fogo. O povo de Deus é
preservado no fogo.
Dan. 3:24-25
“E o aspecto do quarto é semelhante a um filho
dos deuses”.
Muitas vezes quando Deus aparecia no Antigo
Testamento vemos a glória da Sua presença
referida como um arbusto ardente, uma fornalha
em chamas, um fogo consumidor.
Ponto Central:
Uma fornalha ardendo em fogo evoca o pensamento
da presença física de Deus.
Exemplos:
Gên. 15:17 – Quando Deus apareceu a Abraão em um
smoking furnace.
Gên 19: 24-28 – Deus fez cair “fogo e saraiva”
do céu (Ele literalmente fez chover fogo de
Deus).
Êx. 13:21 – Deus dirigiu Israel no Êxodo numa
nuvem de fumaça de dia (fumaça de uma fornalha)
e num pilar de fogo à noite.
Êx. 19:18 – Deus desceu sobre o Monte Sião como
uma fornalha chamejante e fumegante.
Êx. 24:17 - A visão da glória do SENHOR era como
um fogo consumidor diante dos olhos do povo de
Israel.
NOTA sobre o vers. 25:
Algumas versões dizem: “filho de deuses”. A
palavra hebraica original para Deus é “Elohiym”.
É singular em seu uso. O cognato aramaico usado
aqui fica no plural, quando tem contexto pagão.
Daniel provavelmente queria que essa palavra
fosse entendida no sentido singular hebraico e
não com o sentido aramaico plural. Se for
qualquer uma das duas possibilidades, não
importa de fato. Nabucodonosor é quem está
falando e ele poderia ter dado um sentido ou
outro.
Dan. 3:26
Ponto Vital: Apenas a justiça é capaz de
sobrevier na presença da glória consumidora do
fogo de Deus.
Nabucodonosor “chegando” à porta onde seus
fortes homens de guerra foram mortos pelo
incrível poder destruidor daquelas chamas (verse
22). Nabucodonosor teria morrido como seus
soldados, não fosse a misericórdia de Deus.
A Natureza daquele fogo:
Isaías 33:14-17 – A chave de tudo está no verso
17, pois demonstra que o povo de Deus não será
destruído quando estiver em Sua presença
Isaías 30:33 – “Tophet” (um lugar em chamas) é
preparado para os ímpios. O fôlego do Espírito
de Deus coloca-a em chamas com saraiva.
Isaías 31:9 – O fogo de Deus está em Sião (o
monte de Deus – Seu santuário) e Sua fornalha
está em Jerusalém (onde o templo está – o lugar
santíssimo, onde é visto o shekiná, a glória
consumidora da presença de Deus);
Isaías 10: 16-19 – Versos chave 16-17 – A glória
de Deus acenderá fogo – ele vai queimar e
devorar tudo em um único dia.
Malaquias 4:1-3 – O fogo de Deus destrói o mal,
mas é curativo e purificador para o povo de
Deus.
Heb. 12:29 – Nosso Deus é um Fogo Consumidor.
Pergunta Vital:
Por que Nabucodonosor não foi destruído pelo
fogo quando se aproximou da boca aberta da
fornalha?
Resposta:
Nabucodonosor estava sendo atraído por Deus. Ele
estava passando pelo processo de descoberta de
Deus – estava sendo convertido – portanto, Deus
o preservou. Os soldados não haviam se deixado
atrair por Deus e o fogo os queimou.
João 8:12 – Jesus é a “luz do mundo”.
João 3:16-21 – Estamos sendo atraídos para a luz
ou amamos as trevas?
Apoc. 22:3-5 – Na eternidade não haverá
necessidade da luz do sol, pois Deus e Jesus
serão as fontes de toda luz.
Se antes da segunda vinda de Jesus não tivermos
permitido que a glória de Deus devore os pecados
de nossa vida, a glória de Sua vida nos
destruirá completamente. Se amarmos a Deus,
teremos alegria de viver diante da luz da Sua
glória por toda a eternidade.
Dan. 3:26-30
Vemos que Nabucodonosor reconheceu honrou o Deus
de Sadraque, Mesaque e Abednego, mas ele ainda
não havia entendido tudo. Mais uma vez ele
tentou impor uma religião oficial para todos.
Mais uma vez vemos que os filhos de Deus foram
abençoados no final de tudo isso. Da mesma
forma, os que servem a Deus fielmente, serão
abençoados e preservados. (Apoc. 22:3-5.)
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